Eusébio, um ícone do futebol português

Publicado por Jogo da Vitória em 07/07/2025
Foto: Divulgação

Eusébio da Silva Ferreira: a pantera negra do futebol português

Eusébio da Silva Ferreira, mais conhecido apenas como Eusébio, é com toda a certeza um dos nomes mais emblemáticos da história do futebol mundial e uma verdadeira lenda do esporte em Portugal. Nascido a 25 de janeiro de 1942 em Lourenço Marques, atual Maputo, Moçambique, Eusébio destacou-se desde cedo pelo seu talento natural, velocidade impressionante, potência de remate e uma capacidade goleadora incomparável.

Início de carreira em Moçambique

Filho de uma família humilde, Eusébio começou a jogar futebol nas ruas de Lourenço Marques, usando bolas improvisadas com meias ou trapos. Sua paixão pelo futebol era evidente desde a infância. Ele jogou pelo clube local Sporting de Lourenço Marques, filial do Sporting Clube de Portugal, onde começou a atrair atenção pelos seus gols e habilidade técnica. Foi justamente nessa altura que o seu talento despertou o interesse de clubes europeus, principalmente os dois maiores de Portugal: o Sporting e o Benfica.

A transferência controversa para o Benfica

A transferência de Eusébio para o Benfica, em 1960, foi marcada por uma verdadeira “guerra” nos bastidores do futebol português. Embora estivesse ligado ao Sporting de Lourenço Marques, foi o Benfica quem conseguiu garantir a sua contratação, levando-o para Lisboa com apenas 18 anos. A sua chegada ao clube coincidiu com um dos períodos mais gloriosos da história do Benfica.

A ascensão meteórica no Benfica

Eusébio rapidamente se estabeleceu como a grande estrela da equipe. Estreou oficialmente em 1961 e logo começou a impressionar com sua técnica apurada, sua capacidade de finalização e, sobretudo, sua incrível velocidade — que lhe rendeu o apelido de “Pantera Negra”. Com Eusébio em campo, o Benfica viveu uma era dourada. Em 1962, foi peça-chave na conquista da Taça dos Clubes Campeões Europeus (atual Liga dos Campeões), quando o Benfica derrotou o poderoso Real Madrid por 5-3, com Eusébio marcando dois gols e encantando a Europa com sua atuação.

Ao longo da década de 1960, Eusébio levou o Benfica a várias conquistas nacionais e internacionais. Venceu 11 campeonatos portugueses (Primeira Divisão) e 5 Taças de Portugal. No cenário europeu, além do título de 1962, disputou mais três finais da Taça dos Campeões, embora sem vencer novamente. Individualmente, foi artilheiro do campeonato português por sete vezes e venceu a Bola de Ouro da revista France Football em 1965, reconhecimento dado ao melhor jogador da Europa.

A consagração no Mundial de 1966

Se Eusébio já era uma estrela na Europa, foi na Copa do Mundo de 1966, na Inglaterra, que ele se tornou um ícone mundial. Representando a seleção portuguesa — que participava de sua primeira Copa — Eusébio brilhou intensamente. Marcou nove gols em seis jogos e foi o artilheiro do torneio. Sua exibição mais memorável foi nas quartas de final contra a Coreia do Norte: após Portugal estar perdendo por 3-0, Eusébio marcou quatro gols e liderou a espetacular virada por 5-3.

Portugal terminou o torneio em terceiro lugar, uma das melhores campanhas da história da seleção, e Eusébio foi eleito o melhor jogador da competição. Sua imagem chorando após a eliminação para a Inglaterra na semifinal tornou-se uma das mais icônicas da história das Copas.

Estilo de jogo e legado

Eusébio era um jogador completo. Combinava técnica refinada, potência física e uma mentalidade vencedora. Sua principal característica era o poderoso chute com o pé direito, muitas vezes comparado ao de um canhão. Mesmo sob marcações cerradas, conseguia encontrar espaço para o remate. Além disso, era um jogador extremamente rápido, inteligente taticamente e dotado de um espírito de equipe exemplar.

A sua influência transcendeu os gramados. Eusébio tornou-se símbolo de orgulho nacional durante o regime do Estado Novo, mas, ao mesmo tempo, era ídolo de todas as classes sociais e etnias, tanto em Portugal como em Moçambique e no resto do mundo lusófono. Foi um dos primeiros grandes jogadores africanos a brilhar no futebol europeu, abrindo caminho para muitos outros.

Fim de carreira e reconhecimento

Eusébio jogou pelo Benfica até 1975, marcando 473 gols em 440 jogos oficiais. Depois disso, no entanto, teve passagens por clubes menores nos Estados Unidos, Canadá e México, já em final de carreira. Encerrou sua trajetória nos campos no final da década de 1970, mas continuou sempre ligado ao futebol e ao Benfica, como embaixador do clube e da seleção portuguesa.

Recebeu inúmeras homenagens ao longo da vida. Em 1992, recebeu a Ordem do Infante D. Henrique, uma das maiores honrarias do Estado português. Em 2004, foi incluído por Pelé na lista FIFA 100, dos maiores jogadores vivos. Eusébio faleceu em 5 de janeiro de 2014, aos 71 anos, vítima de parada cardiorrespiratória. Seu corpo foi velado no Estádio da Luz, em Lisboa, com milhares de pessoas prestando homenagem. Está sepultado no Panteão Nacional, ao lado de figuras históricas portuguesas, uma honra reservada a poucos.

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